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[Quarta-feira, Outubro 25, 2006]

::Inspiração::

Arte e informação_ Penso que a Arte deve não apenas informar, já que para isso existem os jornais e a televisão. Dessa forma, a Arte deveria, além de transmitir alguma mensagem, causar reflexão ou, no mínimo, gerar alguma interpretação livre por parte do receptor, pois é nisso que somos pobres e preguiçosos. Ou seja, a informação é arbitrária e já nos vem mastigada, enquanto é na Arte que podemos imaginar e despertar nossa sensibilidade. E acredito que é isso que nos faz humanos. De acordo com isso, então, Design não é arte, nem somente informação. E, atualmente, acredito que é justamente o Design que consegue juntar essas duas formas de expressão (a objetiva e a reflexiva), contribuindo para que a comunicação ocorra da maneira mais palpável possível, primeiramente de forma estética e, por fim, de forma ideológica.
Porém, como em outras profissões, o trabalho do designer pode ser banalizado por uma indústria estagnada e sem criatividade, ou por um sistema comercial que ultrapassa os valores essenciais de uma sociedade. E o que acabamos vendo é a exploração da futilidade e do exagero. Então, além do profissional desta área pensar sobre como encontrar o equilíbrio ideal entre texto e imagem, de forma a prestar um serviço que melhore a comunicação com o público, precisa também fazer com que o mesmo enxergue esse esforço e se satisfaça com o resultado final.
É dessa forma que a valorização da estética não se torna maléfica ou inútil. Pelo contrário, quando bem utilizada, a informação aliada ao design pode atingir melhor o receptor e, ainda, marcar presença junto ao mesmo. A estética, sob este ponto de vista, é fundamental, não apenas de forma comercial para iludir olhos passivos, mas sim para dinamizar e diferenciar produtos em ambientes tão competitivos. Ou, mais do que isto, para que o público perceba que tem o poder de escolha e para que o produto em questão - que pode ser um sabão em pó, uma revista ou um programa de televisão - tenha valor agregado.
O designer, no caso, só não pode perder o foco principal, que é tornar a mensagem viável, interessante e compreensível para o leitor.
(Maíra Tanaka)

::Influência::

Aprendizado_ "A arte é um sentimento difícil de ser definido. O seu tema, por mais importante e grandioso que seja, pode sempre ser simplificado ao ponto de ser compreensível por todas as pessoas. É aí que a arte atinge a sua forma mais sublime."
(Charles Chaplin)

::Intervalo::

Felicidade?_ O que define uma pessoa feliz? Um trabalho bem sucedido, uma família bem estruturada, um carro novo, um coração preenchido, uma casa numa cidade pequena, um momento surpreendentemente bom, a ausência da tristeza, o desprendimento material, um objetivo a ser almejado, um sonho realizado, um passo bem dado, um nascer do sol?

::Individualmente::

Ouvindo: Franz Schubert - Quinteto para piano em Lá maior, A truta.
Lendo: Milan Kundera - A insustentável leveza do ser (p. 172)
Pensando: No final de semana...
P.S.: Como é difícil manter um fluxo de textos aqui. Me desculpem pela falta de atualização, mas estou tentando.

x Por Maíra às 10:51 PM - x