::Onde estará?::
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Maíra
Quinta-feira, Janeiro 12, 2006
::Valores::
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Maíra
::Melhores momentos::
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Maíra
Sempre estamos perdendo as coisas por aí, no meio do caminho elas vão ficando e tentando nos alcançar, ou então fogem do nosso contato, evitam a proximidade, escondem-se tanto que só as encontramos quando esquecemos de procurá-las. O dinheiro que se vai em frivolidades, a paciência que se esgota em minutos, as células que se desprendem mortas do corpo, as asas que a imaginação um dia nos fez acreditar que sempre estariam nos acolhendo e nos levantando. Perdemos o tempo que tanto queremos aproveitar, as lágrimas que mal conseguimos segurar, os sorrisos que gostaríamos de dar. Desperdiçamos as pequenas coisas, que se deixam confundir, numa corrente que nos desorienta e, quando tentamos voltar atrás, elas já estão passos à frente. Porém, há de se deleitar em perder o costume rotineiro, a compostura das regras, a sanidade em vista do amor. E a vida se faz leve de tanto nos perdermos pelos campos repletos de... vazio.
(Maíra Tanaka)
::Objeto perdido::
"Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar."
(Clarice Lispector)
::Atualmente::
Ouvindo: Kelly Clarkson - Breakaway
Lendo: Carlos Heitor Cony - A casa do poeta trágico (p. 52)
Pensando: Em alguém...
P.S.: Neste meio tempo também li J.K.Rowling - Harry Potter e o Enigma do Príncipe.
Em sua insignificância, ela passou a vida pedindo que lhe permitissem ser Peter Pan, aquele que não quer crescer. Ainda que a Terra do Nunca fosse distante e a fantasia fosse concreta. Visto que lá não é preciso fechar os olhos ou calar-se diante da realidade e mesmo o fado da eternidade não pesa, já que se é criança. Os perigos se tornariam aventuras, os malfeitos seriam brincadeiras ingênuas e os arrependimentos fariam parte do esquecimento. E não haveria motivos para se pensar em compromissos, dívidas ou incumbências pendentes, porque estes não existiriam. Assim como o futuro não traria inquietações desnecessárias, posto que é uma incógnita a ser descoberta aos poucos. Mas, já ao fim de sua vida, ela pensou, sob essas condições, que valor teria a existência humana? E foi o questionamento essencial para partir satisfeita.
(Maíra Tanaka)
::Efêmera::
"... que o passado era mentira, que a memória não tinha caminhos de regresso, que toda primavera antiga era irrecuperável e que o amor mais desatinado e tenaz não passava de uma verdade efêmera."
(Gabriel García Márquez - Cem anos de Solidão)
::Atualmente::
Ouvindo: Matchbox 20 - Push
Lendo: José Saramago - As intermitências da morte (p. 165)
Pensando: Eu quero é mais!
P.S.: Não abandonem esta minha casa estrelada, ok?
Ano novo é, por tradição, época de se fazer aquela retrospectiva. Os amores mal resolvidos, as dívidas que ainda estão pendentes, as viagens, as bebedeiras, as brigas, os arrependimentos e a conclusão de tudo o que se passou. Depois, pular 7 ondinhas e fazer os pedidos para que os próximos 12 meses sejam melhores (é, eu esqueci de desejar ganhar na mega-sena acumulada).
Mas, enfim, chegou a hora do resumo de 2005: li 19 livros (faltou tempo para outros), fui ao teatro, assisti 33 filmes no cinema (praticamente todas as estréias importantes), me formei (depois de 4 anos de paciência sufocada), mudei para um emprego melhor (há quem diga que ver o que eu vejo todos os dias seria o sonho de todo homem), me apaixonei pela mesma pessoa todo santo dia (e fui correspondida!), fiz novas amizades e reencontrei pessoas queridas (saudades de todos, inclusive) e, entre incertezas e buscas, plantei meu destino. Agora, é só continuar regando (metáfora clichê, mas útil, ok?).
Este blábláblá talvez seja necessário para se ver o quanto o ser humano cresce e se transforma com as experiências que vive e que sofre, só para depois poder rir de tudo isso. Afinal, o que levamos dessa vida senão as lembranças? E posso dizer que as minhas são muito especiais!
(Maíra Tanaka)
::Primeiro passo::
"...pensam os homens reinaugurar a sua vida e começar novo caderno, fresco como o pão do dia; pois que nestes dias a ventura parece em ponto de vôo..."
(João Cabral de Melo Neto)
::Atualmente::
Ouvindo: The White Stripes - Truth doesn't make a noise
Lendo: Gabriel García Márquez - Cem anos de solidão (p. 285)
Pensando: Minha vida não poderia ser mais perfeita!
P.S.: Post básico e sem criatividade, hein? Mas dá um tempo que estou de férias ainda... hehehe.
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