Sábado, Agosto 27, 2005

::Precioso::

Preciso terminar de ler "O pêndulo de Foucault" de Umberto Eco em menos de uma semana (faltam 440 páginas), porque depois ainda tenho dois livrinhos para treinar meu pífio inglês. E, quando terminar tudo, ainda resta "Quando Nietzsche Chorou", que comprei pela bagatela de R$ 30,00 pela Internet. Quem sabe, ainda, conhecer Dostoievski e Tolstoi, não antes de apreciar "Apanhador no campo de centeio" de Salinger. Às vezes tenho surtos assim, de querer abraçar o mundo em uma semana, aprender tudo e poder conversar sobre qualquer coisa, entender os porquês e saber verbalizá-los, inspirar-me no que já foi feito acima (ou fora) do comum. Mas não posso me esquecer das tarefas cotidianas, essas coisas que todo mundo deve fazer, como trabalhar e dormir, e demais compromissos que não podem esperar para que eu tenha momentos introspectivos. Falta decidir qual será a pós-graduação do próximo ano, o tema da redação para os programas de trainee, os layouts dos anúncios do meu trabalho de conclusão de curso de publicidade, os presentes dos aniversários que virão e até o que vou almoçar amanhã! E, se sobrar tempo, quero ficar à toa na vida um pouco, nem que seja só para absorver tudo o que vejo, ouço, leio, toco e sinto. O tempo que se exceder em meio à agitação natural é precioso, mas é ainda mais importante o que fazemos do tempo que consideramos escasso, pois é nele que mostramos a que viemos.
(Maíra Tanaka)

::Reticências flutuantes::

"Esses textos não se destinam ao comum dos mortais... A percepção gnóstica é um caminho reservado a uma elite... Porque, segundo as palavras da Bíblia: não deiteis pérolas a porcos."
(Kamal Jumblatt)

::Atualmente::

Ouvindo: Jack Johnson - Flake
Lendo: Umberto Eco - O pêndulo de Foucault (p. 173)
Pensando: Saudades...
P.S.: Preciso saber o que é ferias novamente!

x Por Maíra às 5:30 PM - x



Quarta-feira, Agosto 17, 2005

::Desculpem-me::

Eu não acredito num país que elegeu um governante inexperiente na política, limitado no intelecto, defasado na escolaridade e omisso no exercício de seu trabalho. Eu nunca acreditei.

Eu não acredito numa nação de semi-analfabetos alienados que pensa que, enquanto suas contas bancárias não forem afetadas diretamente (pois indiretamente já foram), os problemas e escândalos governamentais não são graves o suficiente para merecer sua preciosa atenção. Eu não quero acreditar.

Eu não acredito num partido fantasioso que viveu para construir uma imagem obscura e falsa de democracia, liberdade e justiça e que, quando chegara a hora de demonstrar efetivamente tudo o que pregou, evidenciou o oposto da forma mais sórdida e desonesta possível. Eu não poderia acreditar.

Eu não acredito na falta de conhecimento, de interesse e de atitude. Eu não acredito na ignorância, no descaso e no comodismo. Eu não acredito em utopias, discursos e populismo. Eu não vou acreditar.

Desculpem-me, mas eu acredito em comportamentos coerentes, corretos e claros, baseados em evolução intelectual, aprendizado experimental e projeção auto-analítica.
(Maíra Tanaka)

::Refletindo::

"Se a cultura não salva ninguém, tem pelo menos a virtude de ser um produto do homem, no qual ele se reconhece e se projeta."
(J.P.Sartre)

::Atualmente::

Ouvindo: Zé Ramalho - Para não dizer que não falei de flores
Lendo: James C. Hunter - O monge e o executivo (p.39)
Pensando: Vocês querem um carnavalesco impeachment? Por um acaso sabem ao menos quem governaria depois? Pensem a respeito!
P.S.: Não preciso dizer mais nada, né?

x Por Maíra às 6:56 PM - x



Quinta-feira, Agosto 04, 2005

::Medo do escuro::

Hoje eu poderia escrever sobre as vezes em que as lágrimas escorreram entre um sorriso e outro, talvez sobre as cartas que não chegaram ou não foram lidas pelo orgulho, ou sobre o incômodo de não ter voz quando era a hora de esbravejar. Eu poderia falar sobre o tempo frio e silencioso, as manhãs solitárias e as noites mal dormidas, os sonhos não realizados e as metas não compridas. Eu poderia registrar o descontentamento com o mundo, a insatisfação com as pessoas, a insegurança sobre o futuro. Mas tudo um dia se vai e acaba em lembranças. Talvez é o medo da verdade que me perturba e me impede de escrever sobre tudo.
(Maíra Tanaka)

::Auto-controle::

"O lapso real do tempo não tem qualquer valor. Somente pessoas superficiais exigem muito tempo para se livrar de uma emoção. Todo homem dono de si é capaz de pôr fim a uma tristeza com a mesma facilidade com que é capaz de inventar o prazer. Não quero ficar a mercê de minhas emoções. Quero usá-las, me divertir com elas, dominá-las."
(Oscar Wilde)

::Atualmente::

Ouvindo: Nando Reis - Por onde andei
Lendo: Roald Dahl - A fantástica fábrica de chocolate (p.79)
Pensando: Quero me sentir amada para sempre!
P.S.: Demorei para postar, hein? Tirei ferias da Internet também, mas estou de volta.

x Por Maíra às 9:10 PM - x




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